Negociação na Composição do Conflito
Quem
nunca na vida passou por um conflito e teve que abrir mão de uma circunstância,
ou até mesmo negociar para obter o que queria? Na vida, todos passam por algum
conflito seja grande ou pequeno, por isso compreender o ser humano na sua
integralidade, implica reconhecer as emoções do próximo.
Conflito,
segundo o Dicionário Aurélio é oposição mútua
entre as partes que disputam o mesmo direito, competência ou atribuição.
As
relações humanas são compostas por elementos
conflituosos em toda sua amplitude. Nos casos de conflitos
interpessoais, em razão da singularidade que cada ser humano tem de atribuir,
levando em consideração todo ponto de vista, para que assim chegue em uma
solução, dentro de suas possibilidades, na qual duas partes compartilham suas
vontades, para que assim entrem em um consenso, proporcionando as
mudanças necessárias.
Negociação é um processo de comunicação utilizado
para resolver um conflito, por isso cada palavra que for utilizada deve ser
cuidadosamente pensada e analisada, para que não haja um novo mal-entendido que
aprofunde o problema entre as partes. Na negociação a clareza das informações é
fundamental.
A negociação
é um procedimento bem simples. “É basicamente uma questão de dois lados se
sentarem para chegar a um acordo: uma solução que deixe ambas as partes
felizes, a clássica situação do ganho mútuo” (KOZICHI, 1999, p.15).
Negociar é obter o maior número de informações e
falar o mínimo necessário. É preciso que o negociador entenda qual é o objetivo
por trás da negociação e ter argumentos para que possa ajudar as partes a alcançar
um resultado melhor para ambas. A concentração nos interesses
reais dos envolvidos é uma das principais perspectivas do negociador, que deve
estar atento durante todo o processo de negociação.
No entanto, o negociador deverá ser capaz de
criar variadas soluções, possibilitando o contentamento dos envolvidos e
consequentemente o acordo entre as partes. Dotado da criatividade de opções que a imaginação possa
criar, o negociador deve identificar os interesses dos oponentes, os pontos
comuns almejados. Para atender a esses interesses
devem ser observados critérios de justiça.
Sendo
assim, a negociação de sucesso deve facilitar a comunicação pacifica entre as
partes para que estas identifiquem formas de atender aos seus interesses e
promover a justiça.
Referências Bibliográficas
KOZICKI, Kátya. Conflito e estabilização. Tese de
Doutorado, Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, 2000. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/78784/176270.pdf?sequence=1
Acesso dia 07/03/2019.
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