ARBITRAGEM NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
Atualmente a justiça oferece
meios alternativos para resolução de conflito. Estes também chamados de
autocompositivos, por sua vez são compostos por mediação, conciliação,
arbitragem e justiça rápida que também pode ser considerada como um meio
alternativo.
A arbitragem como um dos
meios alternativos de soluções de conflitos é, talvez, o mais bem estruturado,
e o mais efetivo, posto que o Estado confere a ela algumas faculdades
jurisdicionais como: outorgar às decisões arbitrais, força de coisa julgada,
sem a necessidade de homologação pelos tribunais estatais; sua sentença vale
como título executivo, entre outras. MARASCA, Elisângela Nedel – Meios
alternativos de solução de conflitos como forma de acesso a justiça e
efetivação da cidadania. (p.49, 2007).
Eventualmente
a solução de conflitos arbitragem, fica a critério de escolha das partes que
estão litigando, entretanto, quando optam pela resolução do conflito através da
arbitragem tem-se como obrigatório àquilo que é estabelecido entre eles.
A
lei n°9.307/96 no seu art. 3º dispõe que “As partes interessadas
podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção
de arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso
arbitral”.
Semelhantemente, a arbitragem é o
meio heterocompositivo (técnica em que as partes elegem uma terceira pessoa
para “julgar” a lide, este com as mesmas prerrogativas do poder judiciário) de
solução de conflito mais próximo à justiça tradicional, uma vez que, não
promove somente um acordo, mas também impõe decisão entre as partes, que em
virtude disso, é dotada dos mesmos atributos de uma sentença transitada em
julgado.
Percebe-se aí uma grande vantagem
da sentença arbitral, pois ela se equipara a uma sentença judicial e,
diferentemente desta, que pode vir a demorar anos, pode demorar apenas meses
por possuir um procedimento mais célere. SILVA, Caroline Pessano Husek.
SPENGLER, Fabiana Marion – Mediação, conciliação e arbitragem como métodos
alternativos na solução de conflitos para uma justiça célere e eficaz. (p.138, 2013).
As razões de sucesso do
juízo arbitral, nessa ordem de idéias, não residem na preocupação de desafogar
o Poder Judiciário da sobrecarga que o avassala não só entre nós, mas no mundo contemporâneo
em geral. O que realmente justifica o novo instrumento processual é sua
importância representada pela opção gerada aos jurisdicionados de buscarem solução
para seus conflitos por mecanismos diferentes dos tradicionais. JÚNIOR,
Humberto Theodoro – A Arbitragem como Meio de Solução de Controvérsias. (p.5,
1999)
Por
se tratar de um meio autocompositivo, tens a vantagem de ser mais econômico
para o Estado, além de ser célere, o que beneficia não só o Estado que perde
meses com procedimentos judiciais, mais também beneficia ambas as partes, por
conseguirem chegar a uma sentença com mais rapidez do que seria se optassem ao
método tradicional.
Bibliografia
Arbitragem: A Alternativa premente para Descongestionar o
Poder Judiciário – PINTO, Luiz Roberto Nogueira. Editora Arte & Ciência,
2002. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=f0x16KNRz7oC&lpg=PA19&ots=sw2PR-Bys_&dq=arbitragem%20como%20meio%20alternativo&lr&hl=pt-BR&pg=PA19#v=onepage&q&f=false
acesso em: 04/05/19
SILVA, Caroline Pessano Husek. SPENGLER, Fabiana Marion –
Mediação, conciliação e arbitragem como métodos alternativos na solução de
conflitos para uma justiça célere e eficaz. Revista Jovens
Pesquisadores, Santa Cruz do Sul, v. 3, n. 1, 2013.
MARASCA, Elisângela Nedel – Meios alternativos de
solução de conflitos como forma de acesso a justiça e efetivação da cidadania.
Direito em debate, ano XV nº 27 e 28, jan -jun/jul – dez, 2007.
JÚNIOR, Humberto Theodoro – A Arbitragem como Meio de
Solução de Controvérsias, 6 RDC Nº 2 Nov-Dez/99 DOUTRINA.
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